Caminhante dos Pampas recebe homenagem do CMPA (1.1)

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Categoria: Notícias
Data de publicação Quinta, 09 Agosto 2012 Escrito por Cel Araujo

Após percorrer 1.100 quilômetros a pé, andando de Diamantina-MG a Paraty-RJ pelos caminhos da antiga Estrada Real, Gilmar Souza Chagas - o Caminhante dos Pampas - foi homenageado na formatura do Corpo de Alunos do dia 08 de agosto, quando o Cel Olavo Severo fez uma citação pública sobre sua histórica caminhada em comemoração ao Centenário e lhe entregou um medalhão comemorativo dos 100 Anos do CMPA.

Por sua vez, Chagas doou ao Museu Casarão da Várzea o cajado e uma camiseta que usou durante o percurso, bem como outras lembranças de sua peripécia.

Após concluir sua caminhada, já descansado, Chagas resolveu escrever sua última mensagem como Caminha dos Pampas:

"Agradeço à Deus a oportunidade de estar vivo e ter realizado este sonho.

Minha família foi a base importante, por não ter deixado esvanecer esta realização.

Tempos difíceis vivi e se não fosse a eterna guerreira, minha esposa, tudo isso seria apenas um desejo não concretizado, mas o seu amor incondicional se tornou um elo firme na concretude deste projeto.

Tudo começou como uma aventura, mas, com o passar dos anos, tornou-se uma necessidade premissa de minha alma, pois descobri o quanto de peregrino existia em mim.

A fé removendo montanhas e estradas, curvas, bosques e enseadas, de quilômetro em quilômetro. Em cada distância, minha alma engrandecida e energizada divisava fronteiras e, diga-se de passagem:
-NÃO HÁ FRONTEIRAS quando se sonha e fazemos a possibilidade de serem reais os nossos sonhos e objetivos.

Uni este ideal, realizando primeiramente no plano mental e, logo depois, concretizado no fato, esta obra de distância a distância, de curvas em curvas, de subidas e descidas de vales e montes, montanhas e morros, e a maravilhosa e única hospitalidade do povo brasileiro. Com seus variados sotaques e regionalidades, com suas porteiras abertas de amizades, homenageando o meu amado Casarão, o dos presidentes, o dos poetas, dos generais, dos populares e dos anônimos.

Esta escola ímpar do meu Rio Grande, do nosso Rio Grande, do Brasil e do mundo; o Casarão de muitos cordéis, de trovas e antologias, da EPC, do CMPA, da EPPA e do CENTENÁRIO do CMPA.

É nesta justa homenagem que agradeço, meu Casarão, Velho da VÁRZEA, a alegria que vivi em tuas arcadas. O quanto desejei fazer parte de tua história e, agora, somos história. Te homenageei em milhas, trilhas e vales dos nosso amado Brasil, do sul para o sudeste, levando o teu legado, assim marcado em passos e versos do teu centenário.

Amado Casarão, és e fazes parte da história, o teu centenário na bela Estrada Real, das minas, dos diamantes e das enseadas feitas para ti.

É, CASARÃO:
-Diamantes, Sabarás, Ouro Negros e Brancos, os braços da mãe, Padroeira do nosso  Brasil; te levei e ancorei teu pavilhão no caminho do mar.

É, CASARÃO, fizemos história neste teu Centenário. Aqui está o teu novo e velho Caminhante te saudando como INFANTE, na mais bela história de amor.

Parabéns, meu Casarão, meu CMPA, NESTE BELO CENTENÁRIO, SEM PAR!"

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